Meu corpo sente
A distância iminente
O silêncio recente
O presente latente
Sofre, e não mente
Tenta ser valente
E fica até contente
Pois nada disso é permanente
Só esse sentimento urgente
E o que quer que a gente invente...
aqui dentro do lado de fora
aqui dentro do lado de fora aqui dentro do lado de fora aqui dentro do lado de fora aqui dentro do lado de fora aqui dentro do lado de fora aqui dentro do lado de fora aqui dentro do lado de fora aqui dentro do lado de fora aqui dentro do lado de fora aqui dentro do lado de fora aqui dentro do
28 de outubro de 2011
13 de outubro de 2011
Porém ou Por tanto
Não mudarei nada de lugar. Nem um copo, nem um corpo. Nem um pouco, nem um tanto. Tudo está posto e ponto. Não estou pronta. No entanto, aponto: sou dona do meu encanto, canto o nosso encontro e é a minha voz que conta.
29 de setembro de 2011
A fundo ≠ afundo
Boiamos ou nos afogamos
Mas: sobrevivamos
À superficialidade dos dias
E à profundidade do sentimento
Sem fuga
Respirando
Sem que ambos se confudam
- Nadar no tempo
De olhos abertos
Mas: sobrevivamos
À superficialidade dos dias
E à profundidade do sentimento
Sem fuga
Respirando
Sem que ambos se confudam
- Nadar no tempo
De olhos abertos
22 de setembro de 2011
Com ninguém ou Sem
Da escolha fez-se o flagelo
Dos feitos vieram as dores
Do silêncio fez-se a mordaça
Nos ponteiros, desamores
A presença fez-se escassa
As palavras, sem pudores
Feitas todas de fumaça
Se ocultaram sob as cores
E o desejo desmedido
Desfez tudo em estilhaços
O abraço foi partido
Vencido pelo cansaço
O sorriso foi banido
Até o credo ficou gasto
E no horizonte indefinido
Não restou nenhum farelo
Dos feitos vieram as dores
Do silêncio fez-se a mordaça
Nos ponteiros, desamores
A presença fez-se escassa
As palavras, sem pudores
Feitas todas de fumaça
Se ocultaram sob as cores
E o desejo desmedido
Desfez tudo em estilhaços
O abraço foi partido
Vencido pelo cansaço
O sorriso foi banido
Até o credo ficou gasto
E no horizonte indefinido
Não restou nenhum farelo
16 de setembro de 2011
5 de setembro de 2011
Ali vi ar
Quando sinto essa secura
Vem seus versos me molhar
Como chuva de ternura
Até o peito inundar
Eis que os olhos viram mar
Da água mais pura
Para a alma navegar
Vem seus versos me molhar
Como chuva de ternura
Até o peito inundar
Eis que os olhos viram mar
Da água mais pura
Para a alma navegar
2 de setembro de 2011
Setembro na pele II
Os que lembram, felizes,
Com o coração agem
Com um pouco mais de coragem
[pois confiam:
Outros Setembros hão de vir
Com o coração agem
Com um pouco mais de coragem
[pois confiam:
Outros Setembros hão de vir
1 de setembro de 2011
18 de agosto de 2011
15 de agosto de 2011
Eram dois
Para aquele que vai é um despertar dos sentidos
Um mundo que se abre, inteiro e remexido
É uma reviravolta interna
Para quem fica é só uma espera eterna
Um mundo que se abre, inteiro e remexido
É uma reviravolta interna
Para quem fica é só uma espera eterna
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